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Dr. Gabriel Grigoletti
  • NeuropsicólogoCRP 06/115697
  • MestreFisiopatologia Médica - Unicamp
  • DoutorFisiopatologia Médica - Unicamp
  • Pós-DoutorSaúde Coletiva - Unicamp
  • Colaborador Sênior de PesquisaUnicamp

BAPQ: Questionário do Fenótipo Ampliado do Autismo, autorrelato

Avalia, pelo próprio relato do adulto, três traços de personalidade e linguagem semelhantes aos do autismo, porém mais leves: retraimento social, uso pragmático da linguagem e rigidez.

Itens
36, em 3 subescalas de 12
Resposta
De 1 (muito raramente) a 6 (muito frequentemente)
Público
Adultos (18 anos ou mais)
Versão
Autorrelato (BAPQ-Br)
Autores
Hurley, Losh, Parlier, Reznick e Piven (2007)

Sobre o instrumento

O Broad Autism Phenotype Questionnaire (BAPQ) foi desenvolvido por Hurley e colaboradores (2007) para medir o fenótipo ampliado do autismo (BAP): traços de personalidade e de linguagem qualitativamente semelhantes aos do autismo, porém mais leves, que variam na população adulta. O instrumento foi criado e validado em estudos com mães e pais de crianças autistas, grupo em que esses traços são mais frequentes; hoje também é usado em outros adultos, como parte de avaliações clínicas.

Tem 36 afirmações em três subescalas de 12 itens: retraimento social (pouco interesse e prazer em interações sociais), linguagem pragmática (dificuldades no uso social da conversa) e rigidez (aversão a mudanças e preferência por rotinas).

A versão em português é o BAPQ-Br, traduzida, retrotraduzida e revisada por um dos autores originais (Prata et al., 2019).

O que o BAPQ não é: não é um teste diagnóstico de autismo. Como este relatório interpreta o resultado: apenas pelos pontos de corte publicados para cada versão (autorrelato ou heterorrelato). Médias de grupos de referência aparecem apenas como comparação e não alteram a classificação, porque as médias publicadas do BAPQ vêm, em sua maioria, de mães e pais de crianças autistas e de comparação. Para o escore total do autorrelato, há uma comparação com adultos japoneses com e sem TEA (Nishiyama et al., 2014), a única referência verificada em adultos que não sejam pais.

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